Suicídio: um mal que aflige nossa sociedade

A Paróquia Sagrada Família promoveu, através da Pastoral da Educação, um momento de reflexão e partilha sobre o tema “Suicído, prevenção nas escolas, como ajudar?”.

O evento, realizado no dia 30 de junho, foi destinado a educadores, professores, comunicadores, formadores de opinião,  psicólogos  e pessoas que influenciam na formação humana. A palestra  foi conduzida pelas psicólogas Estela Lourenço, Mariana e Luciane, todas pertencentes a ONG LOGOS.

A presença maciça da comunidade, diretores de escolas, orientadores educacionais, psicólogos, médicos, supervisores de ensino, catequistas,  foi marcante. A decisão pelo tema deve-se ao aumento no número de casos de suicídios entre os adolescentes e jovens na cidade e região.

Falar sobre o tema é delicado, complexo e envolve sentimentos como dúvidas, ansiedade, tristeza e luto.

Questão de saúde pública

O suicídio, mesmo com números alarmantes, ainda é um tema pouco discutido. Para especialistas da área, é uma questão de saúde pública.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2012  houve um registro de 12 mil casos no Brasil, cerca de 32 por dia. Em 2017, houve um aumento de 30% entre os jovens de 15 a 29 anos, sendo a quarta maior causa de morte entre jovens desta faixa etária.

É um desafio para quem trabalha com jovens, ter informação sobre o assunto, ser criterioso no tempo gasto por eles no computador, perguntar, conversar, buscar ajuda de profissionais especializados e oferecer apoio emocional e acolhida.

Segundo a psicóloga Estela Lourenço, a prevenção ao suicídio é um trabalho de muitas mãos, que deve ser exercido por uma rede de apoio e a família.

Como podemos ajudar?

 A melhor forma de ajudar é estar presente, ouvir e levar ao atendimento especializado o mais breve possível. É muito importante obter informações que auxiliem na detecção e avaliação do risco para comportamento suicida.

Quanto mais precocemente for realizada a constatação da ameaça, mais rapidamente é possível oferecer ajuda.

É necessário estar atento a mudanças de comportamento e conversar a respeito do que o indivíduo pensa. Saber sobre ideias, planos e riscos para se matar é fundamental para trazer alívio a quem sofre.

 *****

Lembremos da Palavra:  Chorar com os que choram (Rm 12.15).

A bíblia nos orienta a carregar os fardos uns dos outros (Gl 6.2) e a suportar uns aos outros em amor (Ef. 4.1-3; Cl 3.12-14).

*****

Disque 188

 Desde o dia 1º de julho o telefone 188 passa a valer para todo o território nacional como telefone de apoio para quem precisa falar com alguém no momento que pensa em cometer suicídio. Que tal divulgar essa informação? Pode ter alguém perto de você que está precisando e não quis te pedir ajuda. A ligação é gratuita.

*****

A Unifesp oferece informações sobre o grupo de atendimento a familiares que perderam entes por suicídio e do grupo de atendimento a indivíduos com comportamento suicida.

Mais informações podem ser adquiridas pelo e-mail jfmarcolan@unifesp.br.

ONG LOGOS

Eliana Silva – Pascom

Compartilhe no Whatsapp !
Compartilhar