Entenda o significado da Semana Maior do Cristão

O Tríduo Pascal, introduzido dentro da “semana maior do cristão” – a Semana Santa, é o coração do Ano Litúrgico.

Na Semana Santa, a Igreja celebra os mistérios da salvação levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias de sua vida.

As muitas celebrações e ritos litúrgicos vividos nestes dias estão associados a dois ciclos diferentes: um rigorosamente litúrgico (o Tríduo Pascal), o outro caracterizado por particulares práticas de piedade (procissões, vias-sacras, rezas do terço e outras devoções).

O DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos ‘da paixão do Senhor’. Os ramos abençoados devem ser conservados antes de tudo como testemunho da fé em Cristo e na sua vitória pascal. Parte deles deverá ser queimada e as cinzas, guardadas para a Quarta-feira de Cinzas do ano próximo.

  • A VIA MÁTRIS – “O CAMINHO DA MÃE”

A Via Mátris resgata a contemplação e meditação dos momentos mais dolorosos da vida de Nossa Senhora. A presença fiel de Maria no seguimento de Jesus enquanto Ele carregava a Cruz até o Calvário é evidenciada nesta celebração.

Assim, tem-se, a Via Mátris Dolorósae (“caminho da Mãe Dolorosa”), ou simplesmente, Via Mátris (“caminho da Mãe”), que foca nas Sete Dores de Maria – vividas não somente diante da crucificação de Jesus, mas ao longo de toda a sua vida.

  • O MATUTINA TENEBRARUM – “O OFÍCIO DE TREVAS”

O Matutina Tenebrarum, popularmente conhecido por Ofício de Trevas é a celebração própria dos últimos dias da Semana Santa. O ofício é cantado ao cair da noite, pois isto, derivam-se de três situações de trevas: a primeira, as trevas naturais ao anoitecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício; a segunda, as trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja e velas do tenebrário, exceto uma; e, a terceira, as trevas simbólicas da paixão.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das quinze velas. As velas vão sendo apagadas sucessivamente, até restar apenas uma – a que representa Jesus Cristo.

  • A VIA CRÚCIS – “O CAMINHO DA CRUZ” 

A celebração da Via Crúcis consiste em percorrer espiritualmente o caminho de Jesus ao Monte Calvário enquanto carregava a Cruz. Este caminho é formado por 14 estações que representam determinadas cenas da Paixão.

  • IN COENA DOMINI – “A CEIA DO SENHOR”

A celebração da Missa In coena Domini, refere-se a Cristo como aquele que entrega a Eucaristia e é o mesmo que dá o seu corpo e derrama o seu sangue por nós.

Por isso, no rito do lava-pés, temos a concretização eloquente desta entrega de Jesus até o fim. A piedade popular é particularmente sensível à adoração do Santíssimo Sacramento, que neste dia se dá após a celebração da Missa.

Depois da meia-noite da Quinta-feira Santa, a adoração se realiza sem solenidade, pois já começou o dia da Paixão do Senhor.

  • OFFICIO IN AGONIA – “A PROCISSÃO DO SILÊNCIO”

O Oficio da Agonia – celebrado na manhã da Sexta-feira Santa, rememora a dor e o sofrimento de Jesus que se doa por amor no madeiro da Cruz. Após um momento de interiorização e reflexão com a agonia de Cristo, todos saem em procissão com o grande crucifixo, percorrendo algumas ruas do bairro, a esta procissão nós chamamos de Procissão do Silêncio.

  • A PASSIO DOMINI – “A PAIXÃO DE CRISTO”

A celebração da Paixão do Senhor recorda a Paixão e morte do Salvador. Por isso, todas as funções deste dia estão repassadas de luto pesado, pois é dia consagrado ao memorial da morte de Nosso Senhor.

Este é, para a Igreja, um dia especialíssimo, portanto, de grande silêncio, oração, penitência, sobretudo jejum e abstinência de carne. Nesse dia não há propriamente a consagração, mas faz-se a comunhão eucarística. A celebração das Funções da Paixão do Senhor é constituída de quatro partes: a liturgia da palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a comunhão eucarística.

  • O VERO ICONE – “A PROCISSÃO DO SENHOR MORTO”

O canto do Vero Icone – do latim e grego: que significa “a verdadeira imagem”, é o canto de Verônica, um ritual tradicionalmente realizado durante procissão do Senhor Morto. Ele consiste em uma jovem, que transporta um véu no qual está impressa uma representação da face de Jesus Cristo.

A procissão do Senhor Morto é uma manifestação penitencial de acompanhamento na solidão da Mãe de Jesus. Esta procissão é realizada com uma caminhada pelas ruas conduzindo a imagem de Nosso Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores e deve seguir em silêncio absoluto.

  • O SABBATUM SANCTUM – “O SÁBADO DE ALELUIA”

A Vigília Pascal no Sabbatum Sanctum nos introduz na celebração do domingo da ressurreição e dos cinquenta dias do tempo pascal. A Vigília Pascal – terceiro dia do Tríduo Pascal, é o cume do ano litúrgico.

  • PASCHALIS SOLLEMNITATIS – “AS FESTAS PASCAIS”

No Domingo da Páscoa, máxima solenidade do Ano litúrgico, também são realizadas diversas manifestações de piedade popular: todas elas são expressões cultuais que exaltam a condição nova e a glória de Cristo Ressuscitado.

Destaca-se a procissão da Ressurreição, que celebra a vitória da vida sobre a morte; e – particularmente em nossa comunidade paroquial, o café comunitário, que confraterniza e marca com um “espírito de família” a festa da Páscoa entre os paroquianos.

 

Romulo de Paula – Pascom

 

 

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