Récita do Terço lembra os 70 anos de morte do Pe. Rodolfo

As celebrações pelos 70 anos de morte do Pe. Rodolfo Komorek começou na manhã desta quarta-feira (11), com a récita do Santo Terço e Oração ao Venerável no Parque Vicentina Aranha.

Os eventos prosseguem às 19h30, com a Santa Missa durante a Novena de Natal na Paróquia Sagrada Família. Em seguida, está programado um momento de oração na Capela Menino Jesus de Praga e uma atividade cultural no Memorial Pe. Rodolfo.

Nesta quinta-feira (12) a programação é a seguinte:

9h | Récita do Santo Terço e Oração do Venerável – Cemitério Horto da Paz
14h | Adoração ao Santíssimo e Santa Missa – Capela Menino Jesus de Praga
19h30 | Santa Missa – Paróquia Sagrada Família

História

70 anos de morte do Pe. Rodolfo

No ano de 1924, Pe. Rodolfo Komorek chegou ao Brasil, enviado para dar atendimento espiritual aos colonos poloneses de Dom Feliciano-RS. Mais tarde, foi transferido para o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Niterói-RJ, e ainda desenvolveu atividades como vigário cooperador em Luiz Alves-SC.

No Vale do Paraíba, chegou primeiro em Lavrinhas, na época em que começou a sentir os primeiros sintomas da doença pulmonar. Veio morar em São José dos Campos no início da década de 40, precisamente, na noite de 18 de janeiro de 1941.

Mesmo durante o tratamento contra a tuberculose, Pe. Rodolfo dedicou-se a atender doentes em hospitais, asilos e pensões hospitalares da cidade.

Sua morte, em 11 dezembro de 1949, foi marcada pelas manifestações de carinho da população joseense. Foi enterrado no cemitério do centro de São José – que recebeu seu nome em 2003. Entretanto, no local existe apenas uma referência, pois em 1996, na presença de Dom Nelson Westrupp, bispo diocesano de São José dos Campos, realizou-se a exumação e transladação de seus restos mortais para a “Casa de Relíquias”.

Apenas três pessoas assistiram a morte do Pe. Rodolfo: duas religiosas da Congregação de São José e o enfermeiro Dario.

 Escreve a religiosa Maria de Lourdes:

 Tive a felicidade, embora mui indignamente, de assistir a morte do Pe. Rodolfo. Tenho ainda gravados na memória seus últimos instantes de grandes sofrimentos e heroica resignação. No último dia de sua vida, aumentou a dispneia; muito abatido, permaneceu no leito, recostado em travesseiro, imóvel na cama, com as mãos cruzadas e o terço na mão. Não deixou que o tocassem nem para tirarem o pulso. Às nove horas da manhã deu a última bênção de Nossa Senhora Auxiliadora às irmãs do sanatório que estavam presentes no quarto. Foram dadas outras bênçãos apenas com o sinal da cruz.

Uma das irmãs, perguntando se ele estava se sentindo melhor, respondeu:  “Irmã como é duro morrer. Não esperava que fosse assim”. Percebendo movimento no quarto, fechou os olhos e não mais os abriu e nem falou. Não quis aceitar nenhuma gota d’água.

A irmã procurou molhar seus lábios ressequidos pela febre, fechou-os com energia. Beijava o crucifixo quando o apresentavam.

A agonia foi tranquila, apenas com a respiração ofegante. Por volta das 23 horas e 30 minutos, abriu bem os olhos, olhou para cima e expirou. “Morreu como um passarinho, disse o enfermeiro referindo-se a sua serenidade naquele momento.”

Tinha 59 anos de idade.

Logo pela manhã do dia 12 o corpo do Servo de Deus foi transportado para a capela da residência salesiana, passando antes pelo necrotério. A notícia voou de boca em boca, e desde as primeiras horas, foi um contínuo afluxo de pessoas que queriam ver o “Padre Santo” pela última vez. A cidade parou. Comércio e bancos fechados.  Muitos choravam. A rádio da cidade, de vez em quando, suspendia as transmissões para dar notícias sobre a vida do Servo de Deus.

Depois da Missa de corpo presente, o corpo foi levado para a matriz São José, onde muitas vezes o Pe. Rodolfo celebrou a santa missa. Feita a encomendação pelo pároco, ex-alunos e os membros da Confraria do SS. Sacramento o levaram, a pé, ao cemitério. Chovia muito, mas foi imensa a multidão que quis acompanhar o féretro. E muitos atestaram que o caixão não se molhou nada, como também os seis que o carregavam.

O administrador do cemitério fala da enorme multidão que chegou com lágrimas nos olhos.

A partir daquele dia, não cessou o fluxo constante dos fiéis que vão rezar junto a tumba do Servo de Deus. Pedindo graças e agradecendo. Até hoje seus restos mortais, que agora estão na capela Menino Jesus de Praga, continuam recebendo visitas diárias de devotos de muitas cidades do Brasil.

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