90 anos da presença salesiana em São José

O biênio de 2019-2020 reúne uma série de celebrações para a presença salesiana em São José dos Campos: os 90 anos da Comunidade Salesiana, os 80 anos da Capela Menino Jesus de Praga e os 70 anos da Morte do Pe. Rodolfo Komorek.

A Comunidade Salesiana Pe. Rodolfo Komorek, inicialmente chamada de Residência Dom Bosco, remonta suas origens na própria presença salesiana na cidade. Antes mesmo da formação da comunidade uma heróica história de santidade dos filhos de Dom Bosco tem vida nestas terras. De uma Casa de Saúde e repouso para salesianos à monumental Igreja da Sagrada Família, “o grande Oratório”.

Desde as primeiras décadas do século XX estiveram aqui salesianos em busca de saúde. A congregação julgou conveniente proporcionar aos seus clérigos um clima e ambiente propício ao seu estado anormal de saúde, com a fundação de uma Casa Salesiana em São José dos Campos, que possuía clima ideal para o tratamento da tuberculose.

A fundação desta casa se dá em 18 de dezembro de 1929, mas só em 8 de janeiro de 1930 foi assinado o decreto de ereção canônica da Residência Dom Bosco pelo então Reitor-Mor. Em 3 de março deste mesmo ano, o Pe. Joaquim França foi encarregado da direção da nova residência.

80 anos da capela original

No decorrer da história, a Capela Menino Jesus de Praga, junto à área aos seus arredores, foi doada aos Salesianos pela congregação proprietária do antigo Sanatório Vicentina Aranha. A capela original recebeu como titular o Menino Jesus de Praga por causa da devoção da Irmã Madre Paula de São José, que pertencia àquela congregação que administrava o Sanatório.

Madre Paula foi quem também fez a doação da imagem do Menino Jesus. A inauguração desta Capela coincide com a celebração da primeira missa e a comemoração da Festa do Padroeiro, o Menino Jesus, em 25 de dezembro de 1940.

Sobre a capela foram criadas e instaladas canonicamente duas paróquias. Em 18 de janeiro de 1951 foi criada a Paróquia de São Dimas, sendo o primeiro templo dedicado ao santo no Brasil e fora de Roma. Provisoriamente, a Matriz de São Dimas foi instalada na Capela do Menino Jesus de Praga e teve como primeiro vigário ecônomo Monsenhor Ascânio da Cunha Brandão, nomeado em 29 de janeiro de 1951.

Em 8 de abril, aconteceu a primeira Festa do Padroeiro, com procissão até o local do futuro templo, onde foi levantada uma cruz e celebrada uma missa campal, no mesmo local onde hoje está a nossa Catedral Diocesana.

A Paróquia Sagrada Família, como conhecemos, só foi criada canonicamente em 16 de maio de 1968, por Dom Francisco Borja do Amaral, então bispo diocesano de Taubaté, e solenemente instalada, também sobre a Igreja do Menino Jesus de Praga, em 17 de novembro do mesmo ano, sendo empossado seu primeiro pároco, o Pe. Gutenberg dos Reis. Em 30 de agosto de 1985, aconteceu a inauguração da atual Matriz Paroquial.

70 anos de morte do Pe. Rodolfo

No ano de 1924, Pe. Rodolfo Komorek chegou ao Brasil, enviado para dar atendimento espiritual aos colonos poloneses de Dom Feliciano-RS. Mais tarde, foi transferido para o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora de Niterói-RJ, e ainda desenvolveu atividades como vigário cooperador em Luiz Alves-SC.

No Vale do Paraíba, chegou primeiro em Lavrinhas, na época em que começou a sentir os primeiros sintomas da doença pulmonar. Veio morar em São José dos Campos no início da década de 40, precisamente, na noite de 18 de janeiro de 1941.

Mesmo durante o tratamento contra a tuberculose, Pe. Rodolfo dedicou-se a atender doentes em hospitais, asilos e pensões hospitalares da cidade.

Sua morte, em 11 dezembro de 1949, foi marcada pelas manifestações de carinho da população joseense. Foi enterrado no cemitério do centro de São José – que recebeu seu nome em 2003. Entretanto, no local existe apenas uma referência, pois em 1996, na presença de Dom Nelson Westrupp, bispo diocesano de São José dos Campos, realizou-se a exumação e transladação de seus restos mortais para a “Casa de Relíquias”.

A comemoração dos 70 anos da morte do Pe. Rodolfo, dos 80 anos da Capela Menino Jesus e dos 90 anos da Comunidade Salesiana, possuem um objetivo humilde: “fazer ressoar mais uma vez o chamamento à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor”, como escreve o Papa Francisco na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate – Alegrai-vos e Exultai.

Romulo Paula – Pascom

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