São José dos Campos, 23 de Janeiro de 2018

Artigo Pe. Silvio: Tempo de esperança, de poesia, de primavera


Todas as etapas da vida possuem a sua beleza, assim como as estações do ano ou cada detalhe que vivemos ao longo dos nossos dias. É bonito sentir o alvorecer que acorda a natureza, trazendo o frescor das cores e do perfume puro dos campos. É bonito ver a luz que invade a escuridão da noite, o transitar do sol, marcando cada momento com sua intensidade até um novo entardecer que nos convida novamente ao recolhimento.

Recentemente falando aos jovens, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco os convidou a sonhar. Dizia que só é possível ter esperança quem tem a capacidade de sonhar. Perder o sonho é perder a esperança.

Nessas bonitas e significativas palavras, somos incomodados a um desafio tão ausente de nossas expectativas que é a capacidade de sonhar e pintar um mundo mais carregado de poesia, de arte, de canção e de beleza. Não se trata de uma “perda de tempo”, pois talvez o descuido desse tempo tenha gerado pessoas mais egoístas, indiferentes e agressivas. Cada vez mais o ser humano se distancia do próprio coração e vamos agindo pelos impulsos da vida. 

É chegado o momento de migramos das nossas relações meramente informais na vida, até mesmo dentro de nossas casas, para uma relação que passe mais pelo coração e assim, distribuir mais fraternidade, bondade, misericórdia. Desafiador, você não acha?

Se você reparar as atitudes de Jesus, tocadas nas páginas do Evangelho, Ele foi esse homem da esperança, da poesia e da primavera, pois suas palavras e suas atitudes, traziam sempre uma possibilidade de vida nova para todas as pessoas.

Convido você a “primaverar”. Convido você a oferecer mais poesias em suas palavras e em suas atitudes. Não tenha medo ou vergonha ou receio. Desperte uma possibilidade de vida mais leve, mais encantadora, mais carregada de harmonia que pode brotar do seu coração.

E lembre-se, nem sempre será fácil persistir nesse desejo nobre, pois muitas vezes, esbarraremos em corações ainda entristecidos, magoados e feridos e afeitos a desesperar.
 

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