São José dos Campos, 24 de Fevereiro de 2018

Artigo Pe. Silvio: Saindo da “zona de conforto”


Vamos caminhando para reta final de mais um ano. Como o tempo de sido rápido conosco, não é? Por isso não podemos nos prender à futilidades, deixando o que pode ser essencial em nossas vidas, ser tratado como acaso.

Tem sido muito comum, em nosso meio, a expressão “sair da zona de conforto”. O que significa isso? Pode ser, exatamente, esse deslocar-se da comodidade ou do comodismo, que nos encontramos muitas vezes. Quase como diz a canção: “deixa a vida me levar”, no sentido de que não participo do “sabor” da minha existência, mas vou sempre experimentando os sabores que os outros me oferecem. Vida sem sabor, vida sem sentido.

Precisamos da coragem de passar da vida passiva para o envolvimento ativo, pessoas em saída, de coração aberto ao inesperado e capaz de se relacionar com as novidades do tempo sem perder o que é a própria identidade. O diferente não precisa se tornar meu inimigo, apenas ser o diferente, e é possível estabelecer uma convivência com as diferenças.

Perdemos demasiado tempo ficando nas provocações e acusações e poderíamos ser pessoas mais produtivas, se soubéssemos articular as diferenças em relação ao bem comum o qual almejamos.

Fechamo-nos em estruturas que nos dão falsa proteção, hábitos que envelheceram, sentimentos que não emocionam ou envolvem com a vida; adoecem a alma, ferem o coração.

Minha gente, quem sabe a oportunidade de planejarmos um novo ano, seja a oportunidade de buscar aquela esperança escondida em nós?! Como é triste ver pessoas sem esperança, pessoas vencidas pelas suas derrotas, pelos medos ou decepções.

Compreendo as dificuldades, compreendo a dor. Quem não tem um problema para resolver? Mas podemos, também nessas ocasiões, não deixar todo um projeto da vida parado, mas aprender a lutar contra os desafios. Desafios existem não para impedir, mas para serem ultrapassados. Caso sozinho me sinta fraco, olhe bem ao seu redor, pois mesmo estando num mundo tão egoísta, ainda é possível encontrar alguns corações portadores do bem.

Que sabe essa atitude faça dos nossos corações uma oferta de amor para tantos que resolveram parar no caminho! Vamos rever o que de bom ou não tão bom vivemos neste ano que está acabando, e termos a coragem e a esperança de preparar o novo que virá! 

 

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