São José dos Campos, 17 de Novembro de 2017

Artigo Pe. Silvio: Vivemos um “biocídio”?


Hoje, talvez, podemos nos dirigir a um “pluriverso” e não um “universo”. Vivemos tempos de extrema indiferença social, de contravalores e aberrações mundanas. Mundo este, que podemos dizer: “...o último que sair, apague a luz e feche a porta”.

Como é triste ver, por todos os lados, o extermínio metódico de todos os organismos vivos. Como podemos expressar esse biocídio? Perdemos a paciência, perdemos a tolerância, perdemos as diretrizes que nos levam a um mundo mais justo e mais fraterno. No caos humano, de tantos desencontros, andamos de um lado para o outro, amedrontados e assustados, sem perspectivas alguma ou numa ilusão momentânea de que ainda há uns poucos conseguem encontrar motivos para algum prazer, diante de tantas atrocidades.

Há milhões de anos, o universo vem se transformando. Quem sabe Deus esteja preparando tudo para a Sua chegada? O que era belo, o que foi feito para ser muito bom, deixamos que nossas indiferenças e nossos interesses mesquinhos fossem destruindo tudo: paisagens, belezas naturais, harmonia, vidas... vivemos hoje a violência e a morte.

Mas podemos nos desafiar, como cristãos, a continuar conquistando a sabedoria a cada dia, caminhando pelas veredas do amor, como um rio que corre para o infinito. Ousemos reconstruir a vida que está bem dentro de nós, como artistas ou românticos, que conseguem nos surpreender em cada arte apresentada ou verso cantado.

Deixemos o lugar do pranto. Conjuguemos o verbo acreditar. Há uma esperança que precisa ser resgatada, uma solidariedade que pode ser novamente vivida, um amor que pode ser novamente reanimado em nossos corações.

Enquanto muitos ainda preferem a violência do abatimento, façamos a revolução do amor, cuja arma é o olhar atencioso, o sorriso nos lábios e o abraço que nos aproxima.

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